segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Garotas idiotas X Garotas Idiotas

As vezes eu me debato entre coisas que eu achava legais quando tinha 14 anos e o que eu gosto agora. E pensando bem, eu era só mais uma de tantas meninas idiotas de 14 anos que haviam pelo mundo como sempre.

Mas, eu acho que tem alguma coisa errada nisso tudo que eu acabei de dizer. Eu não perdi o orgulho de dizer as coisas que eu gostava, não perdi o orgulho de antigos idolos bestas, como provavelmente muitas meninas idiotas de 14 anos hoje em dia terão vergonha de contar no futuro. Se eu fosse uma menina de 14 anos hoje em dia, provavelmente no futuro, eu teria vergonha de contar aos meus filhos que gostava de vampiros que brilham como purpurina (porque pra mim só a Vera Verão da antiga Praça é Nossa faz isso). 

Agora comparando coisas que eu gostava quando eu tinha 14 anos com o que as meninas de hoje gostam... Por mais que seja idiota a maior parte delas, pelo menos não era tanto quanto parece. Percebo isso quando rio da ironia do clipe abaixo, de um dos tantos que eu tinha discografias guardadas naquele tempo, e percebo que as meninas de hoje não poderão rir de ironias inteligentes das coisas bobas delas no futuro. E enquanto elas esconderão os seus livros do crepúsculo, suas revistas do justin bieber e suas roupas bregas coloridas com fundilhos de bombacha feita com materia de segunda mão, eu continuarei guardando minhas velhas calças de menino skatista, continuarei guardando a discografia de hip hop que eu não ouço mais (não com tanta frequência pelo menos), e continuarei rindo do nariz de borracha da encenação do Michael Jackson nesse clipe velho:


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Conceitos de beleza

Pensamento aleatório, mas que faz tempo que as vezes me vem à mente...

As meninas dessa geração perdida dos anos 90 pra cá tem problemas de vista ou são retardadas mesmo?

Não é querer exagerar, mas há algum tempo era um pouco mais usado o termo "madruguista" de que um homem deve ser "feio, forte e formal" (apesar de que eu dispenso a parte do feio), mas mesmo assim, parece que ou as meninas de hoje em dia sofrem de um complexo de burrice crônica, ou patologicamente, se fosse analisar por um parco prisma psicológico que teorizo, é possível que a maior parte das garotas de hoje em dia sofra de alguma anomalia mental que as torne lésbicas reprimidas.

Não é ofensa a nenhuma menina que gosta de mulheres, pelo contrário, uma defesa até. Porque hoje em dia há muitas reprimidas que ficam procurando caras que tem essse jeito afrescalhado ao invés de assumirem de vez que são lésbicas ou bissexuais. 

Ou eu estou ficando doida ou o conceito de beleza de hoje em dia está indo por água abaixo, literalmente. Talvez seja minha imaginação, ou talve realmente muita gente esteja nascendo com problemas de visão e ninguém tenha diagnosticado essa coisa toda, mas pra mim tanto faz.

Pra quem não consegue entender a lógica disso, ou pra quem é guri e lê essa página, eu vou ilustrar:

1. Hoje em dia acham esse tipo de coisa bonita (o que pra mim, pra mulheres que realmente gostam de homens e pra todos os homens que lerem a postagem, não passa de um afrescalhado):


E não duvido ainda que no futuro esse diabo não vá fazer uma cirurgia de troca de sexo, se já tinha até cogitado, segundo as fofocas da mídia, se tornar um castratti (termo que era usado no século 18 para os jovens atores que não queriam perder a voz fina e para tanto eram literalmente castrados/capados/ficavam-sem-as-bolas).

Agora, no meu tempo, ou melhor, na minha cabeça, e na cabeça de quem ainda não substituiu o cérebro por geléia, dava pra se considerar como um cara interessante, bonito ou pelo menos bem apresentável (depende de gosto) alguma coisa como por exemplo isso:

2. Estereótipo a la Seu Madruga "feio, forte e formal":

James Hetfield - Banda Metallica
3. Ou então o padrão menininho simpático, mas que mesmo com cara de "legal" não fica parecendo uma bicha louca:

Max J Fox - Cena do filme Back To The Future (1985)

É, triste e lamentável, mas o futuro da humanidade está nas mãos de umas bichas loucas e suas fãs desembestadas com trejeitos lesbianos reprimidos. Seria bom que essas guriazinhas mimadas decidissem se gostam de homens ou de mulheres e parassem de disfarçar sua opção sexual buscando por imagens de caras afrescalhados.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Música Pop

Uma coisa que vinha me incomodando há muito tempo, porém que só agora encontrei um jeito de explicar.

Porque aquelas cantoras pop norte-americanas precisam estar seminuas e gemer lascivamente ao invés de cantar para fazer sucesso? Sempre achei que era porque um belo par de pernas e gestos obscenos era suficiente para encobrir falta de talento, e chego à conclusão que é verdade.

Comprovo esta verdade, eis que uma menina do AnimeSpirit me mostrou uma coisa que me prova que música pop de garotas pode ter qualidade, e não precisa apelar para nudez e outras coisas para parecer expressivamente boa de ouvir, com clipes belos de se ver, e que talve esbanjem mais beleza feminina que muito das produções norte-americanas.

Aqui está um dos vídeos que mais gostei do Girl's Generation, e uma prova de que não se precisa de obscenidade para ser cantora pop, e sim talento, porque a música delas é muito boa:

domingo, 22 de janeiro de 2012

Cegueira





Me lembro de pouco tempo atrás, quando acabei conhecendo mais um e mais outro garoto normal, com assuntos normais de pessoas da minha idade, algumas particularidades, mas poucas coisas em especial que fossem de um entendimento que se aproximasse do meu. Como sempre, parece que as pessoas ao meu redor analisam (se é que fazem isso) superficialmente demais as coisas que existem nesse mundo.

As pessoas não sabem mais entender uma letra de música, não por causa do entendimento falho de como interpretar o padrão frasal de uma poesia, mas por uma coisa mais básica ainda. Falta a elas entenderem os sentimentos que inspiram isso, ou, o significado que isso tem para elas mesmas. Mas elas nunca vão conseguir encontrar esses significados sem olhar para os detalhes que sempre deixam passar como superficiais, quando dão mais importância a coisas que na verdade são as que são sem importância.

As pessoas se destroem pensando em coisas que acham serem importantes, pra descobrir no fim de tudo, que aquilo nunca teve importância, mas, um momento que está distante demais para que possam alcançar o que é importante.

No fim das contas, não posso dizer que sou diferente de todas essas pessoas. Talvez, eu seja tão igual quanto, e isso de certa forma, é o que me faz parte da humanidade, por mais que as vezes eu queira fugir dessa realidade, eu não posso. Talvez porque, no dia em que eu conseguir, perceberei que tudo que eu queria estava aqui, o tempo todo.

As pessoas não conseguem parar no meio de um dia, sentar-se diante da cidade, olhar pro céu e ver a cabeça de um deus egípcio, ou a pata de um urso nas nuvens. Elas não conseguem enxergar o azul do céu, o brilho que as folhas da grama tem sob essa luz e a vida que isso transmite num simples olhar. Elas não conseguem ver os grãos de terra sob uma dessas folhinhas de grama, e ver uma formiga andando em círculos com sua quitina lustrosa. Elas não conseguem entender a beleza disso, e o quanto isso tem a ver com a vida humana.

E provavelmente, se alguém chegou até aqui e não conseguiu entender porque eu falei da formiga, então é porque é somente mais uma dessas pessoas de alma vazia que não deveria estar aqui, é somente mais uma dessas pessoas que perderá tudo que sempre quis, mesmo que estivesse ao alcance de suas mãos.

É irônico, como a história do Rei Midas. Ele somente percebeu o que desejava depois que obteve o que não precisava. Abençoado com o toque que transformava tudo em ouro, ele nunca mais poderia pegar uma maçã e mordê-la, pois ouro não é comestível, nunca mais poderia tocar uma bela donzela sem tê-la como uma bela estátua de ouro. Nunca mais poderia afagarseu cão sem perder o amigo e ter um belo artefato decorativo para a entrada da sua casa. De que adiantava ter uma coisa que tantas pessoas desejavam loucamente, ouro em abundância, se ele não podia desfrutar um simples prazer mortal como comer uma fruta ou acariciar um ente querido. No fim, ele ganhou algo que o fez perder tudo. É irônico, e muito.

Não é simplesmente um post sobre a ganância das pessoas, porque eu sei que muitos desejam ter uma vida confortável, poder dar às pessoas que amam algo melhor para viverem, um presente, um mimo, algo que elas queiram, algo que faça com que elas fiquem com uma face feliz e agradecida, algo importante. Às vezes, naturalmente, para quem não tem muito, essas coisas são materiais. Mas, elas não vão ser como alguém que sempre tem isso. Pessoas que sonharam muito com algo, que tiveram dificuldade para ter aquilo, valorizam mais o que adquirem ou ganham. Isso é uma coisa que eu aprendi com o meu pai há muito tempo.

Mas tem mais uma coisa que eu aprendi, e que muita gente não ousa querer saber, ou simplesmente acha irrelevante, mas é o que mais se levará dessa vida para seja lá o purgatório que for. A história da formiga, é algo que podemos ver, mas somente vamos conseguir ver se quisermos ver. Eu conheço uma pessoa que nunca andou de chinelos baratos de borracha, tipo uma havaianas ou algo do tipo, nunca na vida, que nunca na sua infância colocou os pés no chão, sentiu a grama, a terra, as pedrinhas, os espinhos pequenos e dolorosos de uma rosetta fincando na pele, nada. Isso, quando eu fiquei sabendo, me pareceu algo muito triste, e ela não entendeu porque... Ninguém entenderia.

É triste. Muito triste. Mas se eu fosse explicar porque, eu levaria dias, então eu vou simplesmente dizer em poucas palavras... É triste ser uma pessoa que não sentiu as coisas simples da vida, e quando essa pessoa se for, será triste saber que ela perdeu partes maravilhosas da vida, coisas que ela nunca vai poder ter de novo.

Hoje quando falamos sobre arte, pensamos que a pessoa tem que ter um alto grau de estudos, conhecer ene coisas e blablabla, e essa pessoa é considerada incrível em X coisas. Pra mim, se ela não entender algumas coisas simples, ela não passa de uma infeliz coitada. Eu tenho pena das pessoas que passaram a vida em uma faculdade de artes, como exemplo meramente ilustrativo que serve para qualquer das sete artes ou para qualquer área do conhecimento acadêmico, e que mesmo entendendo, por exemplo, tudo sobre a técnica de Monet, simplesmente não conseguem entender o que um quadro dele significa. Não conseguem sentir algo ao ver uma obra dessas. Não tentam entender os sentimentos do artista a cada pincelada, seja ela bonita ou feia, não tentam entender o que isso significa pra elas mesmas, não vêem em cada pincelada uma parte de si mesmas, uma memória boa ou ruim, uma imagem de algo que amam ou odeiam, ou um desconhecido caleidoscópio de novas ideias, um sentimento que não poderia ser explicado aqui, mas que eu sinto quanto a algumas artes, e busco nas outras.

Acho que eu postei aqui ou no outro blog uma vez sobre como conversei com um mendigo na frente da prefeitura de Caxias, e como o cara simplesmente me fascinou, porque ele conhecia Pink Floyd, mas mais que isso, ele sabia as notas que estava arranjando imaginariamente à mão, ele sabia o compasso da música, e ele tinha postura de violoncelista para arranjar aquele improviso. Apesar de seu idioma ser básico, de talvez ele não ter o primeiro grau completo na escola, ele é muito mais que muitos músicos que eu conheci até hoje.

Ninguém consegue entender o que eu sinto quando ouço uma música em um show. Não somente a música, porque não me adianta ver alguém fazendo uma performance magnífica, se ele não entende o que está fazendo. Eu digo show, no sentido de algo em que se vê alguém que realmente se importa com aquilo, que bebe cada palavra que está recitando, que pode talvez não entender o significado que aquilo teve para o autor original (embora raros entendam, o que é magnífico), mas quando estes artistas colocam no que fazem os seus sentimentos, quando o que eles vêem ao cantar uma letra é uma parte das suas vidas, ou o que sentem é parte do que aquelas palavras representaram na sua vida, por exemplo.

Eu fico triste quando vejo que as pessoas não se importam. Que não sentem nada, que não querem sentir, e que não entendem isso e simplesmente ignoram a importância que isso tem. Eu não consigo me sentir humana perto de uma coisa dessas, eu não consigo sentir que essa pessoa tenha uma alma, porque ela realmente parece completamente vazia, e talvez, eu esteja certa, e desde sempre, essa pessoa tenha sido vazia.

As pessoas de hoje acreditam que seu corpo se move a partir de comida light, exercícios idiotas monitorados por um medidor cardíaco comprado nos camelôs ou importado da conchinchina, que podem controlar a sua vida através de cálculos Maias que determinarão o fim do mundo, que devem ser bonitas e esquecem enquanto se preocupam com tantas trivialidades inúteis, de uma coisa que talvez seja mesmo como a Dalila me disse uma vez... A futilidade intelectual... Pode ser verdade, mas eu acho que mais que simplesmente uma futilidade intelectual, eu acredito em uma coisa que não existe mais nas pessoas. Acreditar, amar, pensar, criar, sentir, essas coisas são apenas verbos no nosso idioma, assim como são em outros. Poucas pessoas descobriram o que é isso de verdade.

Está tudo completamente errado, ou eu sou louca. Acreditar infinitamente em coisas que não passam de palavras mortas em um idioma, talvez tenha sido o que eu mais faça da minha vida durante todo esse tempo, porque a cada história que eu escrevo, cada personagem, eu sinto cada dor e amor que ele sentiu, eu sinto cada momento da existência dele dentro de mim, e é por isso que eu amo cada um deles. As vezes escrever baseado em sentimentos pode levar à insanidade, principalmente quando se está escrevendo sobre um louco, e eu acho que vivi um pouco disso, mas são coisas que me trazem a nostalgia de saber que eu fui de tudo um pouco, apesar de não ter sido nada disso tudo. Mas, uma pessoa que não consegue entender isso, não conseguiria entender a normalidade que há em toda essa loucura.

As vezes eu me vejo em um dilema entre a realidade e a minha própria literatura, e de certa forma ela é uma forma de eu ter o mundo que eu sonhava em viver. É uma fuga de todos os meus erros, mas uma fuga que não é perfeita, que é igualmente dolorosa, porém que é mais viva que a realidade em que os humanos vivem ao meu redor, e às vezes eu quase acredito que meus personagens são mais humanos que a própria humanidade de carne e osso. Existe uma diferença somente entre os dois... Os humanos de hoje são almas vazias, os meus personagens tem a minha alma e eu tenho a deles, eles tem uma coisa que os humanos não tem... Sentimentos.

E eu encontrei somente duas pessoas que entenderam isso nessa vida. Uma delas, um grande amigo, tem a idade do meu pai, e um espírito mais jovem que o do meu irmão, e é uma das pessoas que mais me deixou feliz na vida, porque foi o primeiro em sete anos, que conseguiu entender entre os meus personagens e o significado de tudo que ali havia, naquele meu primeiro livro, uma coisa, somente uma, que eu demorei três anos para perceber... Ele entendeu quem era o personagem principal do livro.

Parece idiota o que acabei de escrever, mas é uma evidência da decadência da capacidade humana de Ser Humano.

A segunda pessoa que entendeu o que eu estou tentando dizer aqui, foi um conhecido de alguns anos, um espírito que sofre com um problema similar ao meu, porque poucas pessoas conseguem entender os sentimentos que existem em cada coisa desse mundo, a começar por nós mesmos. E entre escalas de música, filosofia e algumas coisas que francamente eu não esperava ver nunca em uma alma humana, eu via as palavras que eu queria dizer, que eu nunca esperava que outra pessoa entenderia, sobre coisas simples dessa vida... Coisas que nenhuma pessoa com 22 anos ou com 30 ou com 50 tinha me dito antes, mas que de tão simplórias conseguiram desestabilizar a minha resignação quanto à impossibilidade de salvação da humanidade. Os sentimentos que as pessoas tem, ou que deveriam ter quando se tratava de coisas tão simples, estavam ali na minha frente, e eu creio que foi a primeira vez na vida que eu chorei de alegria. Eu já chorei de dor, de raiva, por flexionar excessivamente os músculos faciais em decorrência de gargalhadas, de remorso, por ene motivos enfim, mas nunca tinha chorado de alegria na minha vida, porque nunca tive uma alegria tão imponente a ponto de tocar o fundo dos meus sentimentos dessa forma tão simples e tão importante ao mesmo tempo.

Esse título de post poderia ser devido à cegueira das pessoas quanto ao mundo, poderia ser quanto ao fato de não verem as coisas importantes. Mas é uma cegueira mais especial a que eu estou falando, e não é a do meu pai, porque ele somente não consegue usar os olhos, mas ele enxerga com a mente de uma forma mais ampla que muitas pessoas.

E eu torno ao assunto inicial do post, que parecia tão banal, tão idiota. Pessoas da minha idade que eu conheço, e que às vezes me interessam. É triste pensar que apesar de existirem tantas pessoas que poderiam ser interessantes, eu simplesmente não estou com ninguém, e provavelmente não estarei nunca com ninguém.

Essa é uma das coisas que eu me obrigo a não admitir, por um orgulho idiota da minha posição de pessoa com bom gosto estético, uma futilidade que provavelmente remonta meus áureos tempos de patricinha desajustada.

Mas é uma das verdades para o qual eu sou cega, propositadamente, e há outras, outras verdades que eu sei sobre mim que eu finjo não ter visto, e para não mais ver eu furo meus próprios olhos, sinto a dor que isso causa, mas eu me nego a ver.

É cruel que eu faça isso, sabendo que eu teria outro caminho a seguir, porém, pra mim o outro caminho seria mais doloroso ainda.

Essa é uma verdade que várias pessoas no caminho da minha vida já me disseram. Já me disseram em um conceito espíritualista de alguma vertente que não recordo que minha alma é extremamente velha, já disseram que minha personalidade é psicológicamente velha, uma espécie de patologia, já me disseram isso de várias formas, mas eu sei o que é que se passa comigo de fato e não é tão complicado ao se fugir de termos técnicos e científicos ou paranormais e extraterrenos.

Eu tenho uma capacidade de arquivamento de conhecimentos e experiências grande demais. Não é que eu seja muito inteligente, pelo contrário, eu não passo de uma humana normal. Mas eu tenho uma capacidade de memorização de acontecimentos, coisas, sentimentos momentâneos tão fixa, que eu consigo analisá-los de forma detalhada, e quanto mais detalhista eu me torno nessa ação, mais eu desenvolvo pensamentos e experiências que de fato não tive, mas que mentalmente puderam ser analisadas de tal forma que poderia ser até praticamente tão realista quanto a vida real. É isso que acontece, e em decorrência desse fato, é difícil conversar com qualquer pessoa, é difícil entender qualquer pessoa, porque elas não desenvolvem esse tipo de capacidade de percepção. Não vou dizer que isso é incrível, porque eu preferia ser mais idiota, se em troca eu tivesse um lugar no mundo.

Então, meu ego tenta me impulsionar a encontrar alguém que faça a mesma coisa, que entenda as coisas com uma ótica similar, todo o tempo, sempre e sempre. uma persistência de que não me orgulho, porque acreditar em coisas que possivelmente não existam é triste. É como a busca pela pedra filosofal, que nunca resultou em algo palpável e real, como as lendas diziam, até onde eu saiba.

Eu não quero admitir que não consigo me ambientar entre pessoas da minha idade, não quero admitir que eu não faço parte desse mundo, meu ego não permitiria. É doloroso estar em um lugar que não lhe pertence, e tentar adaptar-se a ele, perdendo tantas coisas que deveriam ser aproveitadas como qualquer pessoa faria.

Mesmo assim, eu sei que é por isso que eu vou estar sempre sozinha, em uma busca sem fim, que não vai resultar em nada, e eu vou continuar. Eu sei, de acordo com o que já vivi e vi, com as conversas que tenho com as pessoas, que eu consigo manter uma conversa inteligente e não entediante por um longo tempo sem querer estrangular o interlocutor, se o diálogo for com uma pessoa que tenha cerca de 60 anos. Essa é em tese a idade da minha personalidade.

Essa não é uma teoria falha, eu acho que devo ter comentado. Mas assim como aquele que entendeu meu livro é visto por mim como um garoto de 15 anos apesar de ter a idade do meu pai, antes de ser apresentada a ele, devido a comentários sobre mim, meu livro, minhas rabugices e minhas lógicas um tanto retrógradas e conservadoras em alguns aspectos, entre outras coisas, quando estávamos conversando, ele comentou que desejava conhecer uma pessoa que comentaram ser interessante, e que ele imaginava como sendo uma senhora com seus 65 anos, seus cabelos brancos e óculos de meia lua ou algo assim. Ele estava se referindo a mim, e eu diria que foi embaraçoso explicar-lhe isso depois de seu relato.

Mas não é pelo simples fato de meu ego ser um tanto esteticista e fútil somente que eu não quero ter nenhum tipo de relacionamento, seja intelectual seja romântico, com uma pessoa de idade tão díspare da minha. É porque isso seria a coisa mais cruel do mundo para mim. Afinal, de que adianta ter um tempo feliz, com o encontro de respostas para a humanidade, com diálogos fascinantes, um tempo criativo e nada entediante, um tempo em que eu veria que não sou somente eu que sinto alguma coisa, que tenho uma alma... De que adianta tudo isso, se provavelmente essa pessoa, seja quem for, vai morrer. Morrer e me deixar sozinha de novo, pra sempre.

De que me adianta ter o paraíso para a minha paz mental e espiritual, talvez até um amor que seria duradouro, se eu vou perdê-lo antes mesmo de ver meus cabelos ficarem natural e lentamente prateados e branquearem. É somente um sofrimento a mais para a minha alma que já sente tantas dores perante a deterioração das pessoas que são importantes pra mim. É somente mais uma dor para levar, e esta seria uma dor que não teria nenhum tipo de consolo ou remédio.

Prefiro não ter o que posso perder. Isso é a minha resignação quanto à realidade, em que se eu abrir meus olhos serei cruel comigo mesma, e furando-os, cegando-me, eu serei simplesmente o que sou agora, incompleta. É o medo de perder, talvez... É meu ego que me trata como uma rainha que eu não sou dentro da minha mente, talvez... Mas eu prefiro não ter esse tipo de sentimento dentro de mim, porque somente a menção dele já é dolorosa.

É por isso que eu prefiro ser cega. Ser cega e crédula em algo que não existe. Buscar eternamente por algo que eu não vou conseguir. Buscar por alguém que não morra e me deixe, mas, saber que nunca vou encontrar. Saber que quando eu estiver velha e sozinha, eu vou estar mais distante ainda do restante da humanidade, saber que nesse momento, provavelmente a minha mente vai estar com praticamente quatrocentos anos, e que ninguém poderá me entender, ser tão somente, aos olhos alheios, uma velhinha caduca há muito tempo...

E saber que enquanto a juventude passa eu estou sendo apenas uma pessoa cruel e tão sem alma quanto as pessoas que eu detesto, porque eu estou dando esperanças para pessoas que talvez gostem de mim, mas que vão porventura desistir, ou vão ter seus sentimentos estilhaçados, e eu vou continuar com isso eternamente, sem nunca encontrar o que eu busco.

As pessoas buscam pela fonte da juventude como uma lenda desde remotos tempos... Mas ironicamente, para mim talvez fosse mais lógico procurar pela fonte do envelhecimento.

E mesmo que tentem me convencer do contrário... Existe somente uma coisa que não muda nisso tudo, eu acredito. Eu acredito em papai noel, em coelhinho da páscoa, e eu acredito no dito impossível. Afinal, eu sou cega, e não vejo o IM na frente da palavra POSSÌVEL, então para mim, é assim...

Eu sou cega, e essa é a minha escolha. Prefiro não ver, e não sofrer com as possibilidades de um caminho dourado que irá terminar antes do que eu gostaria.



sábado, 14 de janeiro de 2012

Texto novo completo uieeeeeeeeeeee

Estou feliz com o fim de um texto que eu amei fazer. Postei ele também no AnimeSpirit, como uma fic original, mas a verdade é que ele será um dia mais um livro mesmo. =D

Então como eu prometi pro povo do AS que postaria um pdf da história eu estou fazendo isso, porém, essa coisa toda ainda nem começou...

Eu tenho planos agora pra escrever sobre a perspectiva de outros personagens e logo terei mais coisas a apresentar aqui.

Eu não postei o texto aqui no blog em capítulos porque ele era realmente gigantesco mesmo. Em formato A4 e com margens não muito generosas eu deixei com um número de páginas razoável =D

Espero que gostem, é só clicar na imagem da capa pra acessar o download.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ironias

1. Vc. deve evitar abrev., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.

18. A voz passiva deve ser evitada.

19. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

20. Quem precisa de perguntas retóricas?

21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.

22. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

23. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

25. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

27. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

28. Seja incisivo e coerente, ou não...


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novo Design de Blog

Oi Quê?

Como assim o design não parece mais tão preto e gótico e assustador O.o

Eu ainda me pergunto isso, porque o design vermelho e preto era lindo, mas percebi que uma coisa estava terrível... Com tanta coisa em uma coluna de gadgets só do lado direito da tela o carregamento de conteúdo estava uma droga =S

Então nessa noite, no meio do nada, eu me inspirei pra copiar a ideia do blog de jogos que comecei com o meu irmão, com duas colunas, uma mais estreita e a outra como sempre, e aumentar a largura da página. Daí percebi que teria um problema enorme porque o modelo escolhido é branco e o fundo preto tinha ficado uma caca =C

Troquei o fundo pelo mais decente que eu tinha, ainda to pensando em mudar de novo, mas n sei direito =S

Daí como a largura ficou berrantemente maior que o banner do título, e alargar o título seria cavalarmente idiota, porque a altura da imagem já era um exagero, e tinha ficado pior ainda, eu decidi surtar um pouco no photoshop, e coloquei uma imagem nova, embora eu ainda esteja pensando em mudar ela de novo porque to em dúvida =S

Enfim, eu queria fazer o blog em preto e rosa, já que ele começou com preto e roxo, mudou pra preto e vermelho, e agora merecia preto e outra cor, mas no fim ficou branco e roxo.

Dane-se, até o dia do aniversário de 4 anos do blog eu dou um jeito de ele ficar mais a minha cara de metaleira-gótica-trevosa-qualquer-coisa-malignamente-escritora-sombria =D

Até depois então, era só pra dar satisfação da besteira que eu fiz e porque o blog ficou desse jeito =X

Beijosss.

Essa imagem sim combina bem mais com o estilo que era o blog xD

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meu Natal

meu natal







Eu quero um filhote de tigre, mas eu também queria uma jóia cara e bonita com safiras e diamantes, mas eu também queria um vestido eduardiano, só que eu também fico feliz com uma jaqueta de quase mil euros, mas mesmo assim, eu gosto de café e conversas felizes com meus amigos, e montes de livros velhos.
Então qualquer dessas coisas me faz feliz nesse natal =D

Colunas

Eu não tenho muito o que escrever no Blog por enquanto, estou sofrendo pra fazer dois artigos acadêmicos de temas chatos, obviamente, e tenho que terminar até quarta, apesar de estar me matando e vendo que o trabalho não rende quando eu odeio o assunto.

Fora isso, estou sofrendo com o probleminha básico de não conseguir colocar meu novo texto com a configuração que quero que ele tenha quando sair do word e ir pra um livro brochura.

Minha mais nova e insana ideia tem duas correntes, então precisa estar em duas colunas, lado a lado, e precisa, necessariamente, depois, unificar-se em um texto e dividir-se em duas colunas conexas inversamente com o texto anterior.

Não vou usar caixas de texto pra isso por um motivo simples: eu não tenho saco pra fazer 456 caixas de texto!

Meu texto está enorme, e se eu tiver que ratear ele desse jeito eu vou surtar! Tenho que descobrir como fazer as colunas do word serem independentes, e a quebra de seção e de contínuo não ajuda, a quebra de coluna só me dá trabalho e problemas de formatação, então, eu não sei ainda como vou fazer esse novo treco...

Era só pra dar sinal de vida no blog, fora isso, só vou deixar figurinhas fofas de novo sobre coisas que ando catando xD












segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cibele na Mitologia 2

Cibele, uma deusa da Frígia, designada por Mãe dos Deuses ou Grande Mãe. Disse Rosane que o grande Sófocles a chama de “A Mãe de Tudo”.

Também conhecida como Deusa dos mortos, da fertilidade, da vida selvagem, da agricultura, da Caçada Mística e, principalmente, do poder de fertilidade da natureza, seu culto começou na Ásia Menor e espalhou-se por diversos territórios gregos, mantendo a popularidade até os romanos, que lhe edificaram um templo no Palatino, tendo, para isso, mandado vir de Pessinunte, em 240 a.C., uma pedra negra que a simbolizava. Segundo os gregos, contudo, esta deusa seria apenas uma encarnação de Reia, adorada no monte Cíbele, na Frígia. Ela possui seus próprios Mistérios sagrados, do mesmo modo que as deusas Perséfone e Deméter.

O culto a Cibele tornou-se tão popular que o senado romano, a despeito de sua política permanente de tolerância religiosa, se viu obrigado, em defesa do próprio Estado, a por cabo à observância dos rituais da deusa-mãe. Tal culto incluía manifestações orgíacas, como era próprio dos deuses relacionados com a fertilidade, celebrados pelos Curetes ou Coribantes.

Cibele é representada, frequentemente, com uma coroa de torres, com leões por perto ou num carro puxado por estes animais e está relacionada com a lenda grega de Agdístis e Átis, esse último um deus lunar que usava a lua crescente como uma coroa de uma maneira muito própria, sendo tanto filho como amante de sua mãe Cibele, também conhecida como deusa da Lua.

O Mito de Átis relata que ele estava para se casar com a filha de um rei, quando sua mãe, estando apaixonada por ele, tornou-o louco. Átis, na loucura, ou no êxtase, castrou-se diante de Cibele, causando muita tristeza à Grande Deusa. O pranto de Cibele por Átis lembra a tristeza de Istar por Tamuz e a de Afrodite por Adônis.



Cibele na Mitologia 1

Cibele foi originalmente uma deusa, designada como Mãe dos Deuses ou Deusa-Mãe, divindade do ciclo de vida-morte-renascimento.
Deusa do poder de fertilidade da natureza, seu culto começou na Ásia Menor e se espalhou por diversos territórios gregos.
Nos tempos romanos, Cibele era apresentada com um par de leões ou eram leões que conduziam a sua carruagem e as suas estátuas eram adornadas com rosas, o simbolismo da rosa começara a desenvolver-se como imagem de ressurreição, e o jardim de rosas como símbolo de mundo sagrado ou de dimensão oculta da Deusa.

A combinação de rosas e leões pode parecer um pouco esquisita. No entanto, é provável que o carro de Cibele puxado por leões, acabou coberto por montões de rosas, jogadas por seus devotos, enquanto passava pelas ruas de Roma. 


Cibele ou Cíbele (do frígio Matar Kubileya/Kubeleya "Mãe Kubeleya", talvez "Mãe da Montanha"; grego Κυβέλη, Kybele, Κυβήβη, Kybebe ou Κύβελις, Kybelis), chamada Basileia ou Basilia (do grego Basileia, "rainha") por Evêmero e Diodoro da Sicília, era a divindade frígia da Terra-Mãe, depois adotada por gregos e romanos e sincretizada com suas divindades nativas.

Walter Burkert, que trata Cibele entre os "deuses estrangeiros" na religião grega, nota que "O culto da Grande Mãe, Meter, apresenta um quadro complexo, visto que uma tradição indígena minoica-micênica foi entrelaçada com um culto tomado diretamente do reino da Frígia, na Ásia Menor".
 
Assim como a grega Gaia e sua equivalente cretense Reéa, com as quais veio a ser sincretizada, Cibele personifica a terra fértil. É deusa das cavernas e montanhas, muralhas e fortalezas, natureza e dos animais selvagens, principalmente dos leões e das abelhas. Cibele é frequentemente identificada com a deusa hitita e hurriana Hebat, que pode ser origem da deusa puramente anatólia Kubaba. Os gregos frequentemente combinavam os dois nomes, o anatólio e o frígio, para se referir a essa divindade.
 
A deusa era também conhecida entre os gregos como Μήτηρ (Mētēr "Mãe") or Μήτηρ Ὀρεία ("Mãe Montanha") ou Idaia, aludindo a uma montanha sagrada da Anatólia em particular, o monte Ida, ou ainda Dindímena ou Sipilena, com relação a seus montes sagrados Díndimo (geralmente localizado na Mísia) e Sipilo.
 
O antigo título grego, Potnia Theron, também associado à Grande Mãe cretense, alude a suas raízes neolíticas como "Senhora dos Animais". Ela tornou-se uma divindade da vida, morte e renascimento em conexão com a ressurreição de seu filho e consorte, Átis.
 
Em Roma, a deusa Cibele sincretizada com Réia era venerada como Magna Mater, "Grande Mãe" ou como Mater Nostri, "Nossa Mãe". Foi levada a Roma depois de um augúrio da Sibila de Cumas, segundo o qual Roma não derrotaria o cartaginês Aníbal enquanto seu culto não fosse estabelecido em Roma. Por isso, tornou-se uma das deusas favoritas dos legionários romanos e seu culto espalhou-se pelos acampamentos e colônias militares. Era identificada com a romana Ceres, deusa do grão que era uma contraparte aproximada da grega Deméter, mas que tinha características diferentes e era venerada com outro culto.
Índice
Etimologia
 
Os gregos antigos consideravam "Cybele" uma palavra grega e a interpretavam como significando "a cabeluda", mas essa tese foi abandonada, visto que as inscrições em seus monumentos frígios talhados na rocha foram decifrados como Matar Kubileya. Matar é mãe e Kubileya é geralmente lido como um adjetivo frígio "da montanha", assim a inscrição pode ser lida como "Mãe da Montanha", com o apoio de fontes clássicas.
 
Outra teoria diz que seu nome deriva do lúvio Kubaba, a rainha divinizada da terceira dinastia de Kish, adorada em Carchemish e helenizada como Kybebe Com ou sem a conexão etimológica, Kubaba e Matar foram certamente sincretizadas em alguns aspectos.
 
A mutilação genital mais tarde conectada com o culto de Cibele é associada com Kybebe em textos mais antigos, mas em geral ela parece ter surgido da fusão de várias deusas tutelares associadas com montanhas específicas da Anatólia e de outras localidades e chamada simplesmente "mãe".
 
Segundo Carnoy, Cibele proviria de seu homônimo kybélê que significaria "gruta", pois a deusa, na Frígia, era culturada em montanhas e grutas.
Representação
Iconograficamente, a deusa é representada com a cabeça coroada de torres, de uma estrela de sete pontas ou de um crescente lunar e seu carro era puxado por leões. De um ponto de vista simbólico, segundo Jean Chevalier e A. Gheerbrant, Cibele configura a energia latente no seio da Terra. Ela é a fonte primordial e ctônica de toda fecundidade. Seu carro, arrastado por leões, denota que ela governa, comanda e dirige as forças vitais. Sua cabeça coroada traduz seu poder sobre os ciclos da evolução biológica e terrestre.
Culto
Os seguidores mais extáticos de Cibele eram os galos, homens que ritualmente se castravam e depois vestiam roupas de mulheres e assumiam identidades femininas. Calímaco, comentador do século III, refere-se a esses sacerdotes como Gallai, no feminino, mas outros contemporâneos os chamam Gallos ou Galli.
 
Não há menção desses seguidores na época clássica, embora se relate que suas sacerdotisas lideravam o povo em cerimônias orgiásticas com música selvagem ao som de tambores, dançando e bebendo. Ela era associada à religião de mistério relativa a seu filho Átis, que se castrou, morreu do ferimento e foi ressuscitado pela mãe. Os dáctilos eram parte do seu cortejo.
 
Outros seguidores de Cibele, os coribantes ou kurbantes frígios, expressavam seu culto extático e orgiástico com música, principalmente de tambores, choque de escudos e lanças, dança, canto e gritos durante toda a noite.
Mito
Versões

Num penhasco deserto, denominado Agdos, na fronteira da Frígia, Cibele era adorada sob a forma de uma pedra negra. Enamorado da Grande Mãe e não podendo conquistá-la, Zeus depositou seu sêmen sobre um rochedo vizinho, do qual nasceu o hermafrodito Agdístis. Dioniso se apossou da criança e, após enlouquecê-la, a emasculou. Do sangue de Agdístis nasceu uma romãzeira, cujo fruto foi colhido por Nana, filha do deus-rio Sangário (derivado de "machadinha"). Tendo-o depositado no seu seio, a jovem ficou grávida de Átis. O rio ordenou à filha que desposasse o menino, mas este foi recolhido por peregrinos e criado com mel e "leite de bode", o que lhe valeu o nome de Átis, interpretado pela etimologia popular como significando "bode", attagus em frígio, ou ainda o "belo". Disputado por Cibele, Agdístis (agora uma mulher) e Midas, rei de Pessinunte, que o queria para genro, Agdístis o enlouqueceu, o que levou Átis a se emascular sob um pinheiro e morrer. Cibele enterrou-lhe o membro decepado, mas do sangue provocado pelo ferimento nasceram violetas, que emolduraram o pinheiro. A filha de Midas, desesperada, se matou e de seu sangue nasceram também violetas. Cibele a sepultou e sobre o túmulo nasceu rapidamente uma amendoeira. Atendendo às súplicas de Agdístis, Zeus fez que o corpo de Átis permanecesse incorruptível, que seus cabelos não deixassem de crescer e o dedo mínimo continuasse a movimentar-se. Agdístis transportou-lhe em seguida o cadáver para Pessinunte e, após sepultá-lo, fundou em honra de seu grande amor uma confraria de sacerdotes e instituiu uma festa anual em sua memória.
 
Em outra versão, de Ovídio, Átis, sob a forma de um jovem de beleza irresistível, que vivia nas montanhas e florestas, mereceu as honras da paixão de Cibele. A deusa, tendo resolvido unir-se a ele para sempre, fê-lo sacerdote de seu templo, mas exigiu-lhe fidelidade absoluta. Átis, porém, não resistiu aos apelos dahamadríade Sagarítis (também derivado de "machadinha"). Profundamente amargurada, triste e exasperada, a Grande Mãe cortou a árvore à qual estava ligada a ninfa, matando-a em consequência. Não satisfeita, enlouqueceu Átis que, tomado pelo "furor de Cibele", se emasculou, tornando-se submisso e dócil servidor da deusa, em cuja carruagem percorre as montanhas da Frígia.

Fonte de Cibele, na Plaza de Cibeles, Madrid, esculpida por Gutiérrez Arribas (deusa e carruagem), Robert Michel (leões) e Miguel Ximénez (adornos) (1.780-1.792)
 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Barbie





O que era a Barbie em 1996, quando eu ganhei a minha primeira boneca Barbie... Era linda...



O que é a Barbie em 2011... Uma aberração perto da coisinha fofa que ela foi um dia...

Aparentemente, até nos brinquedos a humanidade está decaindo. a simplicidade e a delicadeza de uma boneca foram transformadas em um modelo bisonho de vestido em cores que nem mesmo combinam com a maquiagem, os olhos parecem tão mais inexpressivos, e a boca parece grande demais para o tamanho da sua cabeça. É uma tristeza...

Mas espera, tem mais...
Esse é o casal Barbie e Ken que eu conheço... 
Nos anos 70 o Ken tinha cabelo a la Beatles, nos anos 80 teve uma versão de plástico, nos anos 90, e que eu prefiro, teve um penteado parecido com o que o meu pai usava, sério, elegante, e representando um bom personagem para brincar.

Daí me fazem essa aberração abaixo apresentada:


Essa coisa, pra quem se apavorou como eu, é vinda do maldito Crepúsculo, uma série sem análise profunda de personalidade ou aspecto psicológico, que apresenta uma personagem completamente acéfala e perdida de amores por um personagem (à direita na imagem) que se não é a coisa mais feia do mundo está perto de ser (não querendo desfazer o gosto pessoal de ninguém, mas eu não vejo muita beleza em uma criatura com simetria regular, de cabelo espetado e cheio de modinhas), e ainda por cima, considerando que é um personagem com pelo menos mais tempo de desenvolvimento em meio à humanidade, deveria ter algum tipo de análise filosófica mais profunda, o que é inexistente.

Não consigo crer que a Mattel faria de fato esse tipo de bonecos, sem nenhum tipo de benefício para as crianças que brincam com eles, e aliás, para quem como eu teve coragem de ler os livros desta série (e li sim, todos eles, porque não se pode falar do que não se conhece), provavelmente devem estar fartos de ler a cada três páginas a expressão "era belo como um deus grego". De fato, depois dessa leitura, decidi estudar cultura chinesa e mitologia persa, é menos entediante ou enervante.

Enfim, eu estou realmente pra ver quando vão sair brinquedos de qualidade de novo vindos da Mattel.

sábado, 12 de novembro de 2011

Sobre meu texto novo

Estou empolgada ainda com a minha história que informei que estava criando. Eu pensei que seria um conto, mas está já com lá suas 200 e ene páginas e eu nem to na metade das minhas ideias.

Estou lentamente postando no Animespirit os capítulos como fanfic de prévia, mas futuramente quero publicar isso como romance mesmo, porque é a maior história única que eu escrevo nesse estilo, sem os meus personagens de universo alternativo. Na verdade, eu estou criando mais um tipo de teoria, mas isso é sobre outras ideias minhas a respeito de teorias religioso-científicas que são complicadas de explicar assim do nada.

Estou postando então imagens que me inspiraram, de blythe e outras bonecas lindas.



















Juridiquês para idiotas

Percebi que às vezes eu falo grego com as pessoas. Daí estou aqui pra postar algumas noçõe básicas de como me entender, e entender qualquer viciado em falar "juridiquês", alunos do direito querendo exercitar sua falácia elaboradamente pomposa, ou advogados que se afastaram dos reles mortais graças ao seu vocabulário.

Vou explicar por cima como eu lembro, se quiser legislação bonitinho e tal, me peça, ou procure no google, no site do planalto (site da presidência) ou compre um vade mecum.

Vamos começar:

1. Doutrina: Explicação dada por algum cara foda do Direito pra como se deve entender uma lei, ou como ela "deveria" funcionar.

2. Jurisprudência: decisão antiga de um tribunal, que é usada pra mostrar pro juiz do seu caso que em casos parecidos se decidiu a favor do que tu tá pedindo e que tu quer que ele seja legal como o outro juiz lá.

3. Petição: É um papel em que o advogado pede/mendiga/suplica pro juiz decidir a favor do que ele quer.

4. Inicial/Exordial: É uma petição que é feita pra abrir um processo novo pra um caso. [prazo depende do tipo de ação e coisa e tal pra saber se o cara ainda tem direito de ingressar na justiça pelo fato acontecido]

5. Ética: acredite, quase nenhum cara do Direito entende muito bem o que é isso... o.O

6. Fulcro: quando dizem no processo "com fulcro no Artigo tal" eles querem dizer algo como "de acordo com o artigo tal" ou "com base no artigo tal".

7. Tutela Antecipada/Liminar/Tutela Jurisdicional: é um pedido pro juiz pra que antes de ser julgado o caso, seja impedida ou tomada uma medida urgente pra não prejudicar a parte. Essa coisa precisa ter o pré-requisito de ter provas ou verossimilança (convencimento do juiz na boa fé do pedido) e "periculum in mora" que é o perigo de dano à parte pedinte disso caso não seja autorizada a medida com urgência num prazo X. [teoricamente o prazo pra julgamento em tutela antecipada é de 48 horas]

8. Decisão interlocutória/despacho: é qualquer decisão no meio do processo emitida pelo juiz, como pedir pra intimar, nomear um perito, definir uma tutela antecipada ou coisas assim, que não seja a sentença.

9. Sentença: decisão do juiz sobre o caso. deve sempre ter um relatório, em que o juiz explica o processo de forma resumida (provando que leu tudo), cita os artigos de lei que embasam a sua decisão, e fundamenta com as razões que o levaram a entender aquilo daquele jeito. [por lei o juiz tem 60 dias a partir da conclusão do processo para apresentar a sentença]

10. Embargos de Declaração: é uma petição apresentada pro juiz quando a sentença ou despacho tem alguma obscuridade ou contradição (algo que ele tenha explicado de um jeito estranho e lendo não dê pra entender o que ele queria dizer mesmo pra poder cumprir o que ele decidiu), ou quando tem omissão (quando o juiz não fala de alguma coisa na decisão que deveria ter falado ou não explica alguma coisa direito). [prazo: 5 dias]

11. Contestação: é o que o cara que está sendo processado apresenta pra se defender, tendo que contestar tudo que acha que está errado, e o que ele não contesta, presume-se que é porque é verdade mesmo. [prazo: 15 dias]

12. Réplica: é o que o autor apresenta pra dizer que o que o cara contestou não é verdade e explicando o motivo, explicando o que o cara disse na sua versão como autor do processo e tal. [prazo: 10 dias]

13. Nota de Expediente: é uma nota que é publicada no jornal oficial pra isso (diário oficial da união) pros advogados, pedindo que se manifestem sobre alguma coisa no processo. [prazo: geralmente 15 dias por padrão, dependendo do que é pra manifestar e se não tem algum prazo específico determinado pelo juiz]

14. Prazo: os prazos são determinados pra ninguém dormir no ponto e o processo andar logo, e funciona mais ou menos assim... Quando te intimam de algo, por exemplo, com prazo de 15 dias, tu conta, no dia útil posterior à intimação ser certificada no processo, os 15 dias corrido no calendário, independente de fim de semana e feriado.

15. Prescrição: é quando o direito que se tem a alguma coisa não pode mais ser requerido judicialmente porque tu dormiu no ponto, mas tu ainda tem esse direito (o que não resolve muita coisa se não tem como acionar na justiça dependendo do caso).

16. Decadência: Quando tu dormiu no ponto mesmo e o direito que tu tinha a alguma coisa está tão no passado que tu não tem mais esse direito. É o mesmo que dizer que a porcaria "caducou".

17. Agravo de instrumento: é um "recurso" pra quando uma decisão de tutela urgente é negada. esse treco vai pro tribunal de instância superior pra ser julgado por uma turma de desembargadores. [prazo: 10 dias]

18: Agravo Retido: é quando tem uma decisão interlocutória que tu não concorda e quer recorrer dela, mas deixa isso anotado no processo, daí se na sentença for algo de ruim, e tu apelar, tem que pedir na apelação pra ser lido e julgado junto o agravo retido, se não pedir, o agravo retido não é nem olhado pela turma. [prazo: 10 dias *não tenho certeza, nunca fiz um desses]

19. Agravinho/Agravo Regimental: é o agravo que vai pro STF (teoricamente uma 3ª instância, se for ver bem). Geralmetne chamavam antigamente esse treco de "agravinho" porque geralmente era um calhamaço de muiiiitas folhas. [prazo: 10 dias]

20. Agravo Interno: é um tipo de agravo (recurso) contra uma decisão interlocutória de um tribunal de 2ª instância, de acordo com o regimento interno do tribunal, pra que consertem a coisa toda. [prazo: 10 dias *não tenho certeza desse também]

21. Apelação: literalmente, é quando a sentença foi ruim pra ti, e tu apela pro tribunal superior choramingando que o juiz tava errado e tal e coisa. [prazo: 15 dias]

22. Recurso Especial: é a "apelação" da apelação e vai ser julgada pelo STJ (o STJ julga casos em que se discute Lei Federal)

23. Recurso Extraordinário: é a "apelação" da apelação e vai pro STF (esse julga a constitucionalidade da coisa, ou seja, se está de acordo ou não com a Constituição Federal)

Nota: há processos em que pode sim existir ao mesmo tempo o Recurso Especial e o Recurso Extraordinário a srem julgados.

24. Reconvenção: é um treco em que o processado, apresenta além de razões por que o autor está errado, um contra-pedido ao que o autor pediu. É processada em apenso, e não interfere no prazo da contestação, que deve ser apresentada de qualquer jeito.

25. Revelia: é quando o réu no processo não responde, daí se presume, claro, se a alegação do autor tem alguma coerência, que se o cara não apareceu é porque tem mesmo culpa no cartório e não se manifestou porque admite que o autor está certo. depois disso o juiz julga de uma vez essa coisa e a sentença tá lá...

26. Trânsito em julgado: não é nenhum tipo de passeio! é quando acontece de a sentença ficar 30 dias paradinha lá sem que recorram de nada, daí um estagiário carimba a droga do trânsito em julgado, que indica que a sentença é válida e ninguém mais modifica ela nem com reza braba.

27. Julgamento com resolução do mérito: significa que a sentença decidiu sobre o caso, e não se pode mais entrar com processo sobre o mesmo assunto.

28: Julgamento sem resolução do mérito: significa que o juiz não achou pertinente o treco e simplesmente terminou com ele sem nem opinar. Fatos que tem esse tipo de sentença podem ser alvo de um novo processo, pra ser julgados.

29. Exceção de X: existem exceções de um monte de coisa. por exemplo, exceção de suspeição é quando o juiz, ou uma testemunha, ou um perito, ou alguém no raio do processo é suspeito por ser, parente, cônjuge, amigo íntimo ou inimigo mortal de uma das partes do processo (autor ou réu) ou se tiver algum interesse escuso na causa discutida no processo. também existem exceções pra definir que o cara entrou na comarca errada com o processo, ou na justiça errada ou algo assim. Tem várias situações, posso explicar outra hora.

30. Comarca: é o fórum (lugar onde ficam os processos) da região ou da cidade, se for uma cidade grande. geralmente cidades menores tem juntas uma comarca só em uma das mais centrais ou maiorezinhas.

31. Justiças: Existe a Justiça Estadual (é onde a maior parte das buchas cai, família, cobrança, empresarial, falência, inventário, criminal, civil, juizado de pequenas causas/juizado especial cível e essas coisas assim), a Justiça Federal (onde se entra com processos em que a união ou autarquia da união é parte interessada no processo, onde há crimes evidentemente da esfera da federal, que são denunciados pelo MPF, entre essas coisas), a Justiça do Trabalho (só pra problemas de empregados e patrões, especializada nisso - e onde em 98% dos casos o empregado tem razão independente de quão ruim for a sua argumentação), a Justiça Militar (onde são julgados casos de militares e de crimes militares, sendo os crimes desse caso tanto cometidos por um milico ou por um civil em casos específicos na lei) e é o que eu me lembro.

32. Ministério Público: são os caras que ferram com a vida dos "caras maus". ou seja, os que prendem os bandidos e os que processam até mesmo o governo se tiver algo contra a lei (teoricamente). Existe o Ministério Público Estadual (responsável pelo grosso do criminal que conhecemos), o Ministério Público Federal (geralmente pra crimes do colarinho branco, alguma presepada que aprontam contra a união, e também pra casos em que a união ou autarquia faz alguma cagada. eu já vi casos deles que pediam a mãe do badanha e até a exoneração da presidência... esses caras dão medinhooo), tem o Ministério Público do Trabalho (que realmente eu desconheço pra poder explicar de forma prática o que eles fazem) e tem o Ministério Público Militar (que apura crimes militares e contra os militares)

33. AJG: essa coisa é famosa. é a conhecida assistência judiciária gratuita, que é concedida pra quem é pobre e fudido e não pode pagar pelas taxas do processo, de acordo com a constituição, pra que todos tenham acesso à justiça.

34. hermenêutica: um professor meu resumiu isso mais ou menos como "é entender a interpretação do método de interpretação usado". seria mais ou menos como tu entender o que o cara que interpretou tal coisa de um jeito tava pensando, tipo, porque ele entendeu daquele jeito. isso ajuda pra quando temos que explicar alguma coisa em um processo, mas geralmente é usado mais em pesquisa jurídica.

35. Jusnaturalismo: corrente de pensamento jurídico que interpreta as coisas de forma subjetiva buscando ser mais justo de acordo com a sociedade (resumindo: firula e frescura)

36: Positivismo: método de interpretaçaõ da lei que leva em conta o texto da lei, a sua interpretação gramatical, e o método de aplicação prática (em resumo, seria como dizer que o que tá escrito vale e não tem discussão e encheção de saco). é um método de interpretação objetivo da lei. Gosto desse método, e recomendo a quem gostar, o livro Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen.

37. Monitória: apesar do nome feio, e das firulas diferentes, em base ela é a droga de uma ação de cobrança.

38. Cautelar: é uma espécie de ação que tem como objetivo base uma "tutela antecipada" pra prevenir alguma coisa.

39. Revisional: é literalmente isso, uma ação pra revisar os juros abusivos de contrato de financiamento geralmente, tanto que tem gente que chama isso de "revisional de juros". também pode-se ver esse termo sendo usado em uma ação de revisão de contrato diferente.

40. OAB: Ordem dos Advogados do Brasil. Ter a carteira da OAB é pré-requisito pra ser advogado. Antigamente todos tinham ao colar grau como bacharel em direito, mas atualmente tem uma prova pra quem quer ser advogado passar. Existe a OAB de Estagiário (atualmente custa 300 pila, e só quem está tendo pelo menos a primeira cadeira de prática jurídica pode pedir), que é uma OAB provisória pra um aluno do fim do curso de direito atuar junto com um advogado e adquirir experiência sendo orientado pelo advogado.

41. Juntada: é quando grudamos algum documento novo no processo. o estagiário carimba o processo e anota o dia em que juntou o documento que chegou no processo.

42. Carga: é quando um dos advogados ou o juiz tira o processo do fórum e leva pra casa pra tirar xerox, estudar o que está acontecendo pra se manifestar de algum jeito no processo, ou pra elaborar a sentença.

43. Turma: são os grupos de desembargadores que julgam um processo em instância superior.

44. relator: é um dos desembargadores da turma que escreve o treco da decisão e declara os votos dos outros por aceitar ou negar o pedido da parte e define finalmente o que ficou decidido e tem que ser cumprido.

45. Quinto Constitucional: existem dois jeitos de um cara ser desembargador. um é fazendo concurso pra juiz, e por merecimento acabar indo parar lá. isso demora e geralmente esses desembargadores das antigas são experientes, mas bem mais velhos. o outro jeito, é o quinto constitucional, quando advogados/juristas de notório saber jurídico são indicadas pela OAB ou pelo governo (poder executivo) pra serem desembargadores. geralmente esses caras são jovens e tem ideias mais autalizadas em alguns pontos. teoricamente isso é assim pra que se tenha diversidade de experiências entre os julgadores das turmas pra que haja uma interpretação mais imparcial e com qualidade. na prática, eu acho que é panelinha mesmo, e que os caras de merecimento sim é que são tri. nota: quem se torna desembargador pelo quinto constitucional não pode ser presidente do Tribunal de Justiça, por exemplo, e não pode mais umas coisas que eu não lembro agora.


Agora eu não consigo pensar em mais coisas pra anotar, então quando me perguntarem mais coisas, eu faço um post de continuação.

Se tiver alguma coisa meio imprecisa, não reparem, é só pra ter uma noção bem por cima de como mais ou menos são essas coisas. Posso melhorar o post se me der na telha, mas agora to com preguiça, e se eu explicar demais também vai virar que as pessoas leigas não vão entender o que é o que.

Até logo mais.




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um pouco de Polônia

Eu ainda sonho apenas com essas coisas lindas que as fotos me mostram, tanto na internet, quanto estas, enviadas pro grupo de e-mail da Braspol aqui de Caxias... Obrigado amigos por compartilharem com as pessoas essas belezas que ainda hei de conhecer um dia.




Sanok, sul da Polônia




Wawel e Rio Vístula



Montes Tatras - Zakopane, sul da Polônia




Vilarejo do Interior




Próximo ao Rio Dunajec





Rzeszów





Cidade Antiga, Varsóvia






Mais uma vez, obrigado braspolinos por incentivarem um pouco mais o meu sonho de conhecer esses lugares de encantos e ares diferenciados e próximos das antigas origens da imigração polonesa no Brasil. Espero poder ver em breve essas paisagens.

Beijos aos amigos, e aos leitores deste blog, deleitem-se também com as imagens que cortesmente recebi para alegrar meu fim de semana.