Eu aprendi tudo nos livros. Tudo que se precisa saber sobre o mundo está nos livros... Nisso, eu concordei uma vez com a Dalian, do anime Dantalion no Shoka...
Eu vivi uma boa parte da vida achando que a vida da escola, a minha internet discada e os livros eram o mundo. Eu aprendi sotaque francês em um livro, eu conheci pessoas fantásticas nos livros...
Só que as pessoas dos livros, os conhecimentos dos livros, eles não são tudo. E em algum momento da vida eu teria que descobrir que os livros não são o mundo, apesar de eles retratarem uma parte do mundo que o mundo mesmo não consegue mostrar.
E um dia eu descobri que o mundo é diferente, e que eu não conhecia nada, que até hoje, talvez eu ainda não saiba o que é o mundo mesmo...
Um dia eu me atirei no mundo, confiando nos livros, esperando ver as pessoas dos livros, falar com elas, talvez, esperando que o mundo fosse melhor que os livros... Mas ele não é, pelo menos, não todo ele.
E nesse mundo eu vi algo triste... As pessoas dos livros, as personalidades complexas e com tantas coisas fascinantes, elas não existem. Eu vi muitas personalidades iguais em todos os lugares, algumas piores do que eu poderia esperar, e a maioria, simplesmente igual... E em alguns poucos momentos, eu conheci personalidades mais fascinantes que as dos livros, e nessas pessoas eu vi que o mundo pode ser melhor que os livros... Que isso é uma relatividade, e que não se pode perder essa luz que nos diferencia do igual... Que torna o mundo tão distante dos livros...
Mas eu demorei pra entender que não podemos nos apagar e misturar ao cinza. Eu quase me perdi no cinza, e antes de isso acontecer, eu fui chutada de volta à realidade, e eu devo muito a essa criatura que me trouxe de volta, que me mostrou o que eu era, o que eu não deveria deixar de ser, de acreditar, o que significava ser eu.
Agora, por um momento eu vi o brilho dessa personalidade apagando, sendo sugado pelas pessoas à sua volta, numa débil tentativa de pertencer a um círculo social em que todos pensam igual, em que a criatividade insana, em que as ideias relevantes, a consciência e o potencial estavam sendo sugados e destruídos... Eu não sei até onde isso é verdade, mas eu não quero perder aquela pessoa que brilha... Assim como ele me puxou do limbo uma vez, eu não quero que ele chegue nem perto disso, porque eu cheguei, e não é bom...
O mundo dos livros, o mundo real, esse em que podemos ter personalidade, esse em que podemos viver, e não apenas sobreviver, não pode ser apagado pelo cinza. E tudo que eu puder, eu vou fazer pra proteger essas pessoas que sairam dos livros pra minha vida, pra que elas não entrem no cinza, e tenham sempre dentro de si uma parte gritando que aquilo tudo está errado, sem energia para consertar a si mesmo, como eu estava.
Eu me lembrei há poucos dias de um seriado que um amigo meu me mostrou há muito tempo, e o assisti de novo... Esse é um pequeno relato que saiu de um livro, mas um livro que saiu de uma vida de verdade, e essa é uma das que não eram cinzas... E eu ouço a música desse episódio, e penso que não se pode desperdiçar a chance que temos... Nós temos tempo. E tempo é suficiente para que possamos tudo mais...
1 comentários:
bem, to passando aki pra te avizar que dia 20 to no sul!(marcão ake) \o\
ve se antes disso tu loga no msn, no face ou em algum lugar pra nos papearmos! to com saudade .-.
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